Peguei no pau de Santo Antônio… Enfim, sobrevivi as festas juninas do Piauí!

Depois de uma triste desilusão amorosa vivida por mim há alguns anos atrás com meu ex-noivo Gerárd (veja aqui), fiquei meio traumatizada e desacreditada do amor. Não que eu tenha desistido de encontrar alguém, mais cansei de procurar e evitar mais decepções.

Minha doméstica e amiga Mazé que vê meu jeito e acompanha toda minha vida decidiu me levar para os Festejos de Santo Antônio na cidade de Campo Maior, aqui mesmo no Pioí (ops! É Piauí), pertinho da capital Teresina. Mazé levou três dos onze filhos, uma bisneta e o seu marido Chiquim (o quinto) para Campo Maior. Eu como sou phinaaaa fiquei no Hotel Pousada do Lago, além de não ser um hotel luxuoso, mas é melhor que ouvir  e sentir fedor quando o marido da Mazé peidar.

Mazé insistiu para eu ir acompanhar a procissão de Santo Antônio e pegar no pau dele. Quase caio pra trás. Como eu? A Diva-Socialite-Européia-Rica-Glamourosa-Sexy-Poderosa iria pegar no pau do homem lá? Depois Mazé me explicou que era um Santo, um Santo casamenteiro e que é só pegar no pau dele e pedir um marido que o Santo arranja um marido. Mazé fez questão de me dizer o exemplo dela: “Óia Dona Margareth! Eu peguei cinco vezes no pau do Santo Antônio e consegui casar cinco vezes, a senhora devia pegar no pau dele tambem pra desencalhar!”. Fiquei possessa com a Mazé, me deu vontade de cegar essa banguela cebosa, mas como sou fina e educada fiquei na minha.

Fui ver bem de longe os homens levando o pau do Santo e era um pau muito grande. Como podem ver na foto, fiquei vendo tudo de camarote só no closer por cima e no meu carão de abusada. Não tive coragem de chegar perto daquele bando de homem sujo, suado e fedorento.

Mazé me disse que não deveria desistir. Disse que era bom eu pegar no pau pra encontrar o amor da minha vida. Pensei direito, fui no hotel, tomei um banho rápido, pois no banheiro não tinha banheira nem chuveiro quente e troquei de roupa. Como sempre sou prevenida, levei um look que até já havia usado no Festival de Cinema de Cannes, lembra? Não sou tão chata e cheia de frescura como pensam. Não tenho problema em repetir roupa. Portanto usei aquele meu vestido bafônico da Coleção Outono 2011 de Alexander McQueen. TÁÁÁÁÁHHHHH?!

Cheguei lá toda poderosa e fui caminhando no sentido do pau pra pegar nele e segurar com força por um tempo. Os piauienses (principalmente as mulheres) como já são despeitados, ficaram com um olho grande pro meu look, mas como sou protegida por meu anjo da guarda Elizabeth Taylor deu tudo certo. Quando me aproximei do pau, os cafuçús se afastaram e eu peguei e segurei por cinco minutos. Um bando de piriguete, com ódio do meu poder e do meu luxo começaram a gritar: “Solta o pau grãfina!”. Olhei com cara de nojo pra elas, dei uma rabanada e continuei segurando o pau e só soltei quando eu bem quis. Tudo bem que a sovaqueira dos cafuçús que carregavam o pau fez eu sair logo, mas se não fosse, continuaria segurando.

Como já havia pego no pau do Santo, saí logo em seguida daquele lugar. Então, foi a vez de eu ver a Mazé e sua família danaçarem quadrilha. Já tinha me esquecido como era esse negócio de festas juninas, arraiá e dançar quadrilha. Tinha ido na Cidade Junina e no Encontro de Folguedos (ambos em Teresina) que foram simplesmente uóóóóó. Mazé queria porque queria que eu tirasse foto com ela e a família, mais evitei, não quis.

Mazé insistiu para que eu dançasse quadrilha. Lógico que reneguei. Eu disse que só dançaria se eu fosse a noiva, mas Mazé disse que a noiva já era ela e que eu iria ser a rainha caipira, pois meu vestido Alexander McQueen dava para pular que nem rainha caipira. Mandei ela ir tomar no marauê dela e decidi não dançar, só fiquei assistindo.

Quando estou indo embora, lá vem Mazé vestida de noiva me dizendo que eu já tinha arranjado um pretendente, que o pau do santo tinha feito efeito rápido, que eu ia sair do caritó, que ficar pra titia era coisa do passado, que agora eu casava com um homem de verdade e veio me dizer que o irmão mais velho dela ficou afim de mim. Me achou linda e queria se casar comigo. Quando fui cumprimentá-lo e agradecer por tantos elogios (mesmo ele me babando toda), o irmão da Mazé olha pra mim, seu coração não aguenta e ele bate as botas.

Ai ai! Dizem que sou linda e rica, então, as lindas e ricas tambem sofrem. Antes de pensar em desencalhar, fico viúva, mesmo sem ter pego na mão do meu pretendente. Mais eu nem ia casar com ele mesmo. Que ele fique com Deus e vá para um bom lugar. Aiiii como eu sofrooooooo!!!

 

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Filed under festas juninas, pau de santo antônio

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