Teresina: Capital do Turismo hospitalar

Quem disse que Teresina não é uma cidade com potencial turístico?

Nós mesmos teresineneses achamos que não. Não acreditamos que Teresina é ou seja um dia uma metrópole cosmopolita. Os cariocas, paulistas, gaúchos, paranaenses, brasilienses também não acham.

Mas as coisas não são bem por aí. Existem no fundo, no fundo, mas bem no fundo mesmo, algumas pessoas de alguns estados que vem a Teresina para gastar seu dinheiro conseguido com muito suor e esforço em tratamentos de saúde. Esses “turistas” são em sua maioria de cidades do interior do próprio Piauí, do Pará, do Maranhão, do Ceará, de Tocantins e outras regiões que vem atrás de tratamentos, consultas e cirurgias em Teresina.

Agora eu digo e assino em baixo que em Teresina tem médicos muito bons e hospitais e clínicas muito bem estruturadas. E com esse grande avanço na medicina piauiense, o crescimento de hospitais e clínicas e o aumento populacional, também, houve um crescimento considerável, aliás, uma explosão: de pensões.

Quando eu tinha 5 anos, lembro-me que eu brincava na casa da minha avó Madeleine Von Hecke que ficava no Centro de Teresina e era uma bela casa na rua Magalhães Filho e ali também haviam belíssimas casas e prédios de arquitetura neoclássica que hoje poderiam ser belas casas históricas, poderiam abrigar centros históricos, mas, passando ali por perto 25 anos depois, observo que aquelas belas casas tornaram-se pensões ou clínicas, acabando sua arquitetura que deveria ser preservada.

Fiquei me sentindo meio estranha com aquele povo maranhense, paraense e do interior do Piauí me olhando dos pés á cabeça como se eu fosse de outro planeta, tudo bem que eu entendo que aquelas pessoas não tem costume de ver gente bonita sempre, ainda mais uma mulher fina, rica e elegante como eu andando por ali. Tá bem! Eu deixo! Até porque olhar não arranca pedaços, mas sei como são os olhares de outras mulheres, com inveja e de outros homens, com tara. Isso sim me incomoda! Me incomoda também aquele amontoado de pessoas feias e sujas espalhadas pelas calçadas e que nem dá para caminhar direito pelas ruas do centro porque estão tomadas de pensões.

Mais fazer o que, né? Pensões viraram um meio de sobrevivência, já que familias sobrevivem daquilo. E tem pensões até com várias franquias espalhadas, como a Pensão da Fifia (lê-se fi-fia) que como merchandising se autodenomina “a rainha das pensões” e commais de dez filiais espalhadas pelo centro de Teresina, ela deve ser mesmo a rainha.

Quem não é piauiense, evite criticar sobre isso alguma vez na sua vida ou… já sabe como será seus dias seguintes com uma corja de piauienses em cima de você desejando seu fim. Como sou piauiense eu falo, até porque vivo nas boas clinicas de Teresina. Agora quem é de fora “falem mal do Piauí, mas nem inventem de vir morrer nos hospitais daqui”.

2 Comments

Filed under arquitetura, doentes, hospitais, paraenses, patrimônio histórico teresinense, pensões, piauí, saúde, teresina, turismo, turismo hospitalar

2 responses to “Teresina: Capital do Turismo hospitalar

  1. mariane

    isso é sacanagem viu ? eu sou neta da dona Fifia ,’Pensão da Fifia’ , e minha vó nao tem nada de 10 filiais , vcs diviam saber mais antes de publicar uma m…. dessa , parar de inventar . isso é um meio de sobrevivencia para muitas familias, e eu tenho orgulho de ser de uma dessas familias . fica falando mal dos outros sua nogenta .

  2. Beth

    Madeleine Von Hecke, deve ser a loura ou alguma ‘galega..sarará” e n. deve ser Von Hecke…deve ser a D.Theca…ô véia safada,uma p…véia, que pegou alguma pereba cascuda(trabalhando na profissão mais antiga do mundo…) e foi tratar-se p. aqui e foi ficando…pois n. tinha dinheiro p. voltar sabe lá Deus p. a sua terra…na verdade turismo ou n. ,mesmo c. muitas deficiências(e muitas) é claro, nossa Teresina já entrou no circuito das cidades brasileiras c. um razoável serviço de saúde, e estando ainda em uma região muito carente…isso atrai muitos visitantes q. buscam p. tratamento de saúde(é ou n. é turismo), mesmo em se tratando na sua imensa maioria de doentes de baixa ou quase nenhuma renda, esse turismo também é consequência de nosso ensino médico, q. apesar de todos os problemas é considerado exemplar na região, o que já nos trás algumas benesses, clínicas melhores, concorrência, melhores profissionais enfim, a economia da cidade já lucra com a fama de bons servíços médico hospitalares, o que já é uma realidade….

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